quarta-feira, 27 de julho de 2022

 Apenas confie em alguém que consiga ver estas três coisas em você: 

A dor por trás do seu sorriso; 

O amor por trás da sua raiva; 

Razão por trás do seu silêncio. 

segunda-feira, 30 de maio de 2022

LAMENTO DE UM RIO...

 


LAMENTO DE UM RIO...

Me perdoem por toda esta "bagunça"... Eu só queria passar.
Eu não fui feito pra Destruir... Eu só queria passar.

Já fui Esperança para os Navegantes...
Rede cheia para Pescadores...
Refresco para os banhistas em dias de intenso calor.
Hoje sou sinônimo de Medo e Dor...

Mas, eu só queria passar...

Me perdoem por suas casas
Por seus móveis e imóveis
Por seus animais
Por suas plantações... Eu só queria passar.

Não sou seu inimigo
Não sou um vilão
Não nasci pra destruição...
Eu só queria passar.

Era o meu curso natural
Só estava seguindo meu destino
Mas, me violentaram,
Sufocaram minhas nascentes
Desmataram meu leito... Quando eu só queria passar.

Encontrei tanta coisa estranha pelo caminho... Que me fizeram Transbordar...
Muros
Casas
Entulhos
Garrafas
Lixo
Pontes
Pedras
Paus...
Tentei desviar ... Porque eu só queria passar.

Me perdoem por inundar sua história,
Me perdoem por manchar esta história...
Eu só estava passando...

Seguindo o meu trajeto
Cumprindo o meu destino:
Passar..



Scheilla Lobato

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

FINAL DE ANO

Primeiramente, somos uma espécie altamente adepta a simbologias. A data de nascimento de um importante personagem histórico ou a virada do ano nada mais são que símbolos. Existem fortes imprecisões na determinação da data do nascimento de Cristo. Um ano, nada mais é que o período (com 4 horas de imprecisão) que a Terra leva para rodear o sol. Além disso, não existe nada astronomicamente memorável no momento estabelecido como nosso ano novo. Talvez fosse melhor mudarmos de ano no solstício do dia 21 de Dezembro. É por isso que, sendo puramente racionais, não faria sentido idolatrar esses símbolos. Mesmo assim não acho incongruente da minha parte celebrar as festividades de fim de ano sendo ateu e materialista (no sentido de valorizar o concreto, não de me apegar aos bens materiais). Encaro o natal como a celebração da nossa vida em sociedade, especialmente nossa unidade social, a família. O natal para mim é a principal época de retribuir o altruísmo que me foi concedido, ou pelo menos agradecer por ele (o agradecimento funcionando como uma nota promissória de reciprocidade futura). Sem reciprocidade a socialidade perece, especialmente se não houver laços fortes de parentesco. Por isso considero o natal uma data extremamente importante. Já o réveillon para mim é a data da renovação. É quando analisamos o ano que passou para projetar o futuro. Obviamente também é simbólico, uma meia-noite como qualquer outra das 364, mas precisamos de uma data para fazer as coisas, como uma meta socialmente imposta para repensarmos a vida e celebrarmos os acertos. Assim sendo, seja você cristão, budista, macumbeiro, cubista, corintiano ou ateu, feliz ano novo e até 2014.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Bom natal ou bom dia da família!

O conceito de laicidade deve ser levado a sério. Natal ou dia da família! Sendo o dia da família, a comilança, a troca de presentes e as reuniões familiares fazem bastante sentido. O espírito universal de confraternização as visões excludentes não deveriam ter lugar. Frases como “Só Jesus salva” ou “Sem a passagem de Jesus a raça humana seguiria em progressiva decadência” servem mais para afastar as pessoas que uni-las em um mesmo ideal solidário. De acordo com as estatísticas, o nascimento, vida e mensagem de Jesus são irrelevantes ou mesmo desconhecidas para aproximadamente 70% da população mundial. Esses não se salvam? São eles produto da “progressiva decadência”? Como reagiriam os cristãos a frases como “Só Oxum salva” ou “Sem a passagem de Maomé a raça humana seguiria em progressiva decadência”? Provavelmente ficariam ofendidos. Então, para que ofender os outros? Prever e sentir o que os outros sentiriam caso fizéssemos ou disséssemos alguma coisa é um mecanismo natural, base da empatia, que devemos sempre exercitar. Ateus e crentes. Que respeitasse todos os credos, diferenças e opções. Cito um decálogo compilado por Richard Dawkins com o intuito de substituir a dureza draconiana dos mandamentos bíblicos. 1- Não faça aos outros o que não quer que façam com você; 2- Em todas as coisas, faça de tudo para não provocar o mal; 3- Trate os outros seres humanos, as outras criaturas e o mundo em geral com amor, honestidade, fidelidade e respeito; 4- Não ignore o mal nem evite administrar a justiça, mas sempre esteja disposto a perdoar erros que tenham sido reconhecidos por livre e espontânea vontade e lamentados com honestidade; 5- Viva a vida com um sentimento de alegria e deslumbramento; 6- Sempre tente aprender algo de novo; 7- Ponha todas as coisas à prova; sempre compare suas ideias com os fatos, e esteja disposto a descartar mesmo a crença mais cara se ela não se adequar a eles; 8- Jamais se autocensure ou fuja da dissidência; sempre respeite o direito dos outros de discordar de você; 9- Crie opiniões independentes com base em seu próprio raciocínio e em sua experiência; não se permita ser dirigido pelos outros; 10- Questione tudo. Este decálogo parece reunir o melhor do pensamento religioso junto com a visão humanista e questionadora que a cultura da ciência proporciona. Ninguém precisa abrir mão da sua fé para adotá-lo, nem impô-lo aos demais. E dentro do mesmo espírito de respeito e tolerância, cada um de nós pode acrescentar alguma coisa que nos resulte importante. Para finalizar, a saúde da humanidade e do planeta onde ela vive depende da compreensão de sermos um único clã de sete bilhões, navegando num pálido e insignificante ponto azul num canto qualquer de um universo incompreensivelmente vasto. Temos que nos ajudar. Ninguém virá nos salvar a não ser nós mesmos. Bom natal, ou bom dia da família, tanto faz, um abraço fraterno e até 2018!

quinta-feira, 9 de março de 2017

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

  • Psiu, gostosa 
  • Vem aqui 
  • Ô linda 
  • Foge não 
  • Vadia 
  • Nojenta 
  • Vagabunda 
  • Piranha 
  • Bruxa 
  • Lixo 
  • Ô mocinha 
  • Toma um banho 
  • Limpa teu sangue 
  • Eu prefiro limpa, assim 
  • Limpa esse chão 
  • Limpa essa louça aqui 
  • Quero teu corpo limpo 
  • Ô querida 
  • Tão nervosa 
  • Não precisa 
  • É louca 
  • É neurótica 
  • Fica quietinha 
  • Fecha a perninha 
  • Sente como menininha 
  • É tão frágil 
  • É cristal 
  • Mimo meu 
  • Na minha estante 
  • Calada 
  • Muda 
  • Silenciada 
  • Ei, mulher 
  • Eu tenho uma flor 
  • Feliz dia 
  • Sorria 
  • Eu salvei o dia 
  • Toma, boneca 
  • Uma promoção de perfume 
  • Maquiagem mais em conta 
  • Lingerie na promoção 
  • É teu dia, bonita! 
  • Tá com frescura, gatinha? 
  • Volta aqui 
  • Vamos conversar 
  • Eu não queria ter de te machucar 
  • Vai dar jogo pro azar? 
  • Bruxa 
  • Vagabunda 
  • Filha da puta 
  • Eita, coitadinha 
  • Tão novinha 
  • Quis dar 
  • Não soube se cuidar 
  • Agora nada de abortar 
  • Engula essa tua culpa 
  • Mamãe
  • Trancada 
  • Forçada 
  • Quem mandou? 
  • Ah, mas isso é fase 
  • Hoje não quer ser mãe 
  • Quando encontrar homem bom 
  • Espera só, querida 
  • Toda mulher nasce pra isso 
  • É vocação 
  • Questão de tempo Espera só Só 
  • Dupla jornada 
  • Balela de louca 
  • Eu sou um fofo 
  • Estou aqui com sua pensão 
  • Sua vocação 
  • Não minha 
  • Olha, putinha 
  • Quer abortar? 
  • Teu nome tá em sangue 
  • Lá no chão da favela 1 milhão por ano 
  • Clandestinas 
  • É Gabriela? 
  • Cravo ou Canela? 
  • Não tem chá 
  • Não tem pai 
  • Não tem saúde 
  • Não tem 
  • Não 
  • Não pode descuidar 
  • Tem que tomar 
  • A pílula 
  • Engula 
  • Um pouquinho a cada dia 
  • Trombofílica 
  • Hipertensa 
  • Cancerígena 
  • Mas descuidar não pode 
  • Pode suas asas 
  • Olha ali, tá gordinha 
  • Desleixou 
  • Tá descuidada 
  • Desse jeito acaba sozinha 
  • Mas tem rosto tão bonito 
  • Não se cuida 
  • Questão de saúde, sabe? 
  • Me preocupo 
  • Juro que não é padrão 
  • Filme de terror 
  • É rua escura 
  • Passo próximo 
  • Respiração ritmada 
  • Pensou era demônio 
  • Era homem 
  • Ali Sozinha 
  • Suja 
  • Pintando a sarjeta de sangue 
  • Por hora são onze 
  • Vocês querem falar sobre flores? 
  • Eu não quero nem vê-las. 

A bizarrice poética desse dia é fruto da dor das nossas mulheres: estupradas, silenciadas, subestimadas, impedidas, mutiladas, espancadas, violentadas, exploradas, forçadas. 
Todos. Os. Dias. 8 de março é dia de luta. (08.03.2016)
DE : Luiza Passarin

quinta-feira, 2 de março de 2017

É preciso tolerar e aceitar as pessoas como elas são, porém, conservando-nos o direito de nos afastar cordialmente de quem não nos agrada.

A tolerância é uma necessidade urgente neste mundo violento de hoje, em que uma simples discussão no trânsito pode chegar a provocar mortes. A intolerância é a mãe do preconceito, da exclusão, do racismo, de tudo, enfim, que segrega, separa e agride o que não se aceita, o que não se acha normal, o que incomoda sem nem haver razão. Sim, é preciso tolerar e aceitar as pessoas como elas são, porém, conservando-nos o direito de nos afastar cordialmente de quem não nos agrada. Podemos entender que o outro tem a própria maneira de pensar, que sua história de vida é peculiar e suas bagagens podem ser totalmente diferentes das nossas. Podemos compreender que as verdades alheias, por mais que nos soem ilógicas e absurdas, são do outro tão somente e não necessariamente nossas. Desde que não nos firam, as escolhas do outro não nos dizem respeito. Desde que o outro esteja feliz, sem pisar ninguém, não temos como tentar intervir em estilos de vida que não são nossos. Devemos saber discordar sem ofender, sem tentar impor o que pensamos como verdade absoluta – isso é arrogância burra. Necessitamos ouvir o que o outro tem a dizer, por mais que não enxerguemos ali razão alguma, mesmo que o que disserem ou fizerem seja exatamente o contrário de tudo o que temos como certo. Desde que não nos ofendam, nem ultrapassem os limites de nossa dignidade pessoal, os outros terão o direito de viver o que bem quiserem. Por força maior, como o emprego ou a família, inevitavelmente estaremos sujeitos à obrigação de conviver ao lado de pessoas com quem não simpatizamos ou cujas ideias não se afinem minimamente com as nossas. No entanto, sempre poderemos escolher quem ficará ao nosso lado nos momentos mais preciosos de nossa jornada, enquanto construímos nossa história de vida, de luta e de amor. Da mesma forma, conseguiremos nos desviar de quem nos desagrada, afastando-nos das pessoas que nada nos acrescentam, sem precisar criticá-las ou brigar com elas. Sim, podemos – e devemos – aceitar as pessoas como elas são, pois isso é o mínimo que se requer, em se tratando de sociedade, porém, não seremos obrigados a conviver além do necessário, além do suportável, além do adequado, com gente que enche a paciência e nos irrita. Isso seria masoquismo. MARCEL CAMARGO

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição... Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta para alguém é muito elegante... Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante... Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda... é muito elegante... Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante... Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la. Adaptação de texto extraído do Livro: EDUCAÇÃO ENFERRUJA POR FALTA DE USO [pintor francês e deficiente físico, Henri TOULOUSE LAUTREC (1864-1901).

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Gente ou animal?

A natureza é fantástica! Você não acha?! Pois é, existem pessoas que não acreditam nisto, e outras - Graças a Deus - que sabem o quão maravilhosa ela é! Ainda bem que existem os que sabem, pois estes podem aos poucos, mostrar àqueles descrentes a sua grandiosidade. Mas, o assunto nem é este. Vamos falar sobre uma mania ou até trejeito popular de se dirigir ao próximo quando o elogia ou menospreza. Uma maneira que acho bastante peculiar e que confesso me deixa por vezes "nervosa" por escutar ... Será que você já escuto também? Vou re explicar. Preste atenção nessas frases, ok? - Fulano é corajoso como um leão!; - Sicrano é forte como um touro!; - Beltrano tem olhos de águia! Percebeu que todos eles trazem uma particularidade animal que se torna um adjetivo e define o sujeito de que se fala?! Interessante, não?! [...] Eu também acho. Porém é tão comum o ato de elogiar, que poucos "nem" notam o movimento inverso, quando se pretende menosprezar um terceiro. Não acredita? Quer ver? Pois bem, te mostro! Observe estes próximos exemplos: - Maria é peçonhenta como uma cobra!; -João é gordo que nem uma baleia!; - Pedro é cego como uma toupeira! Notou agora a diferença?! Não?! Caro leitor, deixe-me contar o que me revolta ou me deixa nervosa como disse no início de meu relato: Não vejo motivos para depreciar o próximo com uma característica específica de determinado animal. E te explico o motivo: 1º) O homem é um animal como qualquer outro. 2º) O ato de animalizar determinada pessoa não o torna menor que um animal. 3º) O que o ofensor usar para desdenhar do outo, nada mais é, do que um comportamento completamente normal ao animal citado. Parece besteira essa agonia que sinto ao ouvir frases desse tipo. Saiba que não é! Uma brincadeira de péssimo gosto como esta se internaliza na mente do coletivo e levam muitos a crerem, po exemplo, que cobras são ruins. E este é apenas uma das pontinhas do montante. Agora pare para pensar: O que torna o leão digno e a cobra indigna de admiração?! Ambos são animais graciosos e magníficos dentro de seu habitat natural, São animais que se alimentam por meio de caça, ambos matam para isso. Ambos possuem prole. Ambos são inteligentes e usam o ambiente ao seu favor. E ambos morrem. Ambos merecem respeito, ambos são animais como eu e você! E em meio aos meus devaneios, sobre esta questão, me deparo com esta intrigante situação: Animalizar é correto? Ou humanizar o próprio humano não seria a melhor opção?! E qual tua opinião? Texto: Bruna Sanguinetti

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O que elogiar?

Numa cidade vivia um homem que todos diziam ser o protótipo da maldade. Ele morava sozinho, não tinha amigos, não permitia que ninguém passasse em sua calçada, detestava animais, quando a bola dos garotos caía em seu quintal ele a furava, e por isso todo mundo dizia que quando ele morresse não haveria quatro pessoas para carregar seu caixão. Na mesma cidade, vivia outro cidadão que tinha uma peculiaridade: gostava de acompanhar todos os enterros que ali ocorriam e no cemitério fazia questão de, antes do caixão descer ao túmulo, enaltecer as qualidades do falecido. Um dia, nosso primeiro personagem, o homem ruim, morreu. E na cidade onde havia corrido o dito de que não haveria quatro homens para carregar seu caixão, o que aconteceu? Foi o enterro mais concorrido de que já haviam tido notícia, não pelo morto, e sim por aquele nosso outro personagem que costumava fazer discursos elogiosos aos mortos. Todos queriam ouvir as qualidades que ele tinha para enaltecer no morto. A população compareceu em peso ao cemitério e na hora que o caixão desceu ao túmulo todos os olhos se voltaram para o homem que elogiava. E ele disse: — Coitado, ele assobiava tão bem... Por pior que seja a pessoa, sempre há alguma coisa para se elogiar nela.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A Pergunta

Não é espantoso que tão poucos de nós façamos a nós mesmos a importante pergunta? Há vários anos, fui convidado para ouvir uma interessante palestra que seria endereçada ao corpo estudantil de uma pequena faculdade na Carolina do Sul. O auditório estava repleto de estudantes excitados com a possibilidade de ouvir uma palestrante daquele quilate. Depois que o governador fez a apresentação, ela se dirigiu ao microfone, percorreu a plateia com o olhar, e começou: - Minha mãe era surda-muda. Não sei quem é ou quem foi meu pai. O primeiro emprego que consegui foi numa plantação de algodão. A plateia estava fascinada. - Nada tem de continuar da maneira que está se a pessoa não quiser que seja assim - continuou. - Não é uma questão de sorte e não são as circunstâncias do nascimento de alguém que determinam o seu futuro. Nada tem de continuar da maneira que está se a pessoa não quiser que seja assim - repetiu devagar. - Tudo o que ela tem a fazer - acrescentou com voz firme - para mudar uma situação que esteja trazendo infelicidade ou insatisfação é responder à pergunta: "Como é que eu quero que seja?" Então deve dedicar todos os seus esforços para atingir esse ideal. Em seguida, deu um lindo sorriso e disse: - Meu nome é Azie Taylor Morton. Estou aqui hoje, diante de vocês, como Secretária do Tesouro dos Estados Unidos da América.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Os Donos da Verdade.

Conviver com um dono da verdade é uma tarefa muito difícil e desgastante, por maior que seja nossa compreensão, boa vontade ou tolerância. Criam um clima de tensão por onde passam. Todos nós temos nossas verdades, motivos e convicções, mas também não é necessário impô-las. É totalmente possível interagirmos de forma firme mas respeitosa e educada quando defendemos nossas verdades. Trocando idéias e experiências teremos a oportunidade de aprender, sejamos firmes em nossas convicções, mas inteligentes, humildes e maduros para aceitar ou ao menos compreender a verdade dos outros.

Blog Vício Literário: Resenha #1

Blog Vício Literário: Resenha #1:     Escuridão Total Sem Estrelas Stephen King Suma de Letras Escuridão Total Sem Estrelas é uma coletânea de 4 contos escritos p...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Eu

A melhor parte de viver, é saber que vai morrer.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Viver Melhor

Todos queremos ser felizes, viver melhor. Entretanto, ouçamos a experiência. A felicidade não é um tapete mágico. Ela nasce do bem que você espalhe, não daqueles que se acumulam inutilmente. Tanto isto é verdade que a alegria é a única doação que você pode fazer sem possuir nenhuma. Você pode estar em dificuldade e suprimir muitas dificuldades dos outros. Conquanto às vezes sem qualquer consolação, você dispõe de imensos recursos para reconfortar e reerguer os irmãos em prova ou desvalimento. A receita de vida melhor será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar para os outros. A vida é dom de Deus em todos. E quem serve só pra si não serve para os objetivos da vida, porque viver é participar, progredir, elevar, integrar-se. Se aspiramos a viver melhor, escolhamos o lugar de servir na causa do bem de todos. Para isso, não precisa você condicionar-se a alheios pontos de vista.. Engaje-se na fileira de servidores que se lhe afine com as aptidões. Aliste-se em qualquer serviço no bem comum. É tão importante colaborar na higiene do seu bairro ou na construção de uma escola, quanto auxiliar a uma criança necessitada ou prestar apoio a um doente. Procure a Paz, garantindo a Paz onde esteja. Viva em segurança, cooperando na segurança dos outros. Aprendamos a entregar o melhor de nós à vida que nos rodeia e a vida nos fará receber o melhor dela própria. Seja feliz, fazendo os outros felizes. Saia de você mesmo ao encontro dos outros, mas não resmungue, nem se queixe contra ninguém. E os outros nos farão encontrar Deus. Não julgue que semelhante instrução seja assunto unicamente para você que ainda se acha na Terra. Se você acredita que os chamados mortos estão em paz gratuita, engano seu, porque os mortos se quiserem paz que aprendam a sair de si mesmos e a servirem também. (Obra: Respostas da Vida - Chico Xavier/André Luiz)

terça-feira, 8 de julho de 2014

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sua vez, vovô...

Da Europa em guerra, conta-se que uma família foi forçada a sair de sua casa quando tropas inimigas invadiram a localidade onde viviam. Para fugir aos horrores da guerra, perceberam que sua única chance seria atravessar as montanhas que circundavam a cidade.
Se conseguissem êxito na escalada, alcançariam o país vizinho e estariam a salvo. A família compunha-se de umas dez pessoas, de diversas idades. Reuniram-se e planejaram os detalhes: a saída de casa, por onde tentariam a difícil travessia. O problema era o avô.
Com muitos anos aos ombros, ele não estava muito bem. A viagem seria dura.
- "Deixem-me", falou ele. "Serei um empecilho para o êxito de vocês. Somente atrapalharei. Afinal, os soldados não irão se importar com um homem velho como eu."
Entretanto, os filhos insistiram para que ele fosse. Chegaram a afirmar que se ele não fosse, eles também ali permaneceriam.
Vencido pelas argumentações, o idoso cedeu. A família partiu em direção à cadeia de montanhas. A caminhada era feita em silêncio.
Todo esforço desnecessário deveria ser poupado. Como entre eles havia uma menina de apenas um ano, combinaram que, a fim de que ninguém ficasse exausto, ela seria carregada por todos os componentes da família, em sistema de revezamento.
Depois de várias horas de subida difícil, o avô se sentou em uma rocha. Deixou pender a cabeça e quase em desespero, suplicou:
- "Deixem-me para trás. Não vou conseguir. Continuem sozinhos."
- "De forma alguma o deixaremos. Você tem de conseguir. Vai conseguir", falou com entusiasmo o filho.
- "Não", insistiu o avô, "deixem-me aqui."
O filho não se deu por vencido. Aproximou-se do pai e energicamente lhe disse:
- "Vamos, pai. Precisamos do senhor. É a sua vez de carregar o bebê."
O homem levantou o rosto. Viu as fisionomias cansadas de todos. Olhou para o bebê enrolado em um cobertor, no colo do seu neto de treze anos. O garoto era tão magrinho e parecia estar realizando um esforço sobre-humano para segurar o pesado fardo. O avô se levantou.
- "Claro", falou, "é a minha vez. Passem-me o bebê."
Ajeitou a menina no colo. Olhou para o seu rostinho inocente e sentiu uma força renovada. Um enorme desejo de ver sua família a salvo, numa terra neutra, em que a guerra seria somente uma memória distante tomou conta dele.
- "Vamos", disse, com determinação. "Já estou bem. Só precisava descansar um pouco. Vamos andando." O grupo prosseguiu, com o avô carregando a netinha. Naquela noite, a família conseguiu cruzar a fronteira a salvo. Todos os que iniciaram o longo percurso pelas montanhas conseguiram terminá-lo. Inclusive o avô.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Santa Ceia

Diz uma lenda referente à pintura da Santa Ceia, ou "A Última Ceia de Jesus com seus Apóstolos", que ao conceber este quadro, Leonardo da Vinci deparou-se com uma grande dificuldade: precisava pintar o bem – na imagem de Jesus e o mal – na figura de Judas, o amigo que resolvera traí-lo durante o jantar.
Em função disso, interrompeu o trabalho no meio, até que conseguisse encontrar os modelos ideais.
Certo dia, enquanto assistia um coral, viu em um dos cantores a imagem perfeita de Cristo. Convidou-o para o seu ateliê, e reproduziu seus traços em estudos e esboços.
Passaram-se três anos. "A Última Ceia" estava quase pronta - mas da Vinci ainda não havia encontrado o modelo ideal de Judas. O cardeal, responsável pela igreja, começou a pressioná-lo, exigindo que terminasse logo o mural.
Depois de muitos dias procurando, o pintor finalmente encontrou um jovem prematuramente envelhecido, bêbado, esfarrapado, atirado na sarjeta.
Imediatamente pediu aos seus assistentes que o levassem até a igreja.
Da Vinci, copiava as linhas da impiedade, do pecado, do egoísmo, tão bem delineadas na face do mendigo que mal conseguia parar em pé.
Quando terminou, o jovem – já um pouco refeito da bebedeira – abriu os olhos e notou a pintura à sua frente.
E disse numa mistura de espanto e tristeza:
– Eu já vi este quadro antes!
– Quando? – perguntou um surpreso da Vinci.
Há três anos, antes de eu perder tudo o que tinha. Numa época em que eu cantava num coro, tinha uma vida cheia de sonhos e o artista me convidou para posar como modelo para a face de Jesus.
O Bem e o Mal têm a mesma face! Tudo depende apenas da época em que cruzam o caminho de cada ser humano...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Deficiências


Deficiente é aquele que não consegue modificar a vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir o desabafo de um amigo ou o apelo de um irmão, pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralitico é quem não consegue andar na direção daquelas que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.
Mário Quintana